ArtWorks

ArtWorks são publicações multimídia que se centram numa obra de arte, uma performance ou uma coleção. Seja através de museus virtuais, catálogos de exposições online ou retrospectivas digitais, ArtWorks convida artistas, acadêmicos, estudantes e pesquisadores a encontrar, envolver-se e refletir sobre as práticas artísticas das Américas. Combinando fotos, vídeos, textos, bibliografias e gravações de áudio, as coleções estão projetadas para fazer conexões entre disciplinas e servir como um recurso de pesquisa para artistas e acadêmicos.

El Ciervo Encantado: um altar nos manguezais
Lillian Manzor e Jaime Gómez Triana

“El Ciervo Encantado: um altar nos manguezais” (2015) analisa as performances e intervenções públicas de El Ciervo Encantado na tradição da performance cubana dos anos 80 por meio das teorias de espaço e política de Rancière e da poesia do manguezal de Maryse Condé para entender como essas performances criam um espaço de liberdade, não tanto dentro do ator/performer em suas próprias peças de teatro, mas no espaço público da comunidade.

Vachiam eecha
David Delgado Shorter

“Vachiam eecha” (2007) baseia-se na linguagem e estética indígena yoeme para demonstrar como uma tribo no México combinou a religiosidade, a indigeneidade e a performance ritual para invocar o controle soberano sobre sua terra. Ao explorar as vidas e práticas do povo yoeme, esta publicação busca examinar a memória coletiva, a performance etnográfica e a política da representação no território virtual da internet.

Grupo Cultural Yuyachkani
Gisela Cárdenas

O Grupo Cultural Yuyachkani é um grupo de teatro ativista com uma história de 30 anos de atuação, reação e rebeldia perante as políticas econômicas e sociais no Peru. Esta coleção (2004) de materiais escritos e visuais contida busca apresentar as origens e ações deste importante grupo teatral e relacionar a sua obra à história política e social do Peru.

DanzAbierta
Shanna Lorenz

Fundada em 1988 pela dançarina, coreógrafa e intérprete cubana Marianela Boán, a DanzAbierta é uma das mais proeminentes e inovadoras companhias de dança de Cuba. Vídeos, fotografias, artigos e críticas sobre a sua obra estão compilados nesta publicação (2001), que tem por objetivo dar a conhecer a companhia e promover as tradições de dança e música cubana.

H.I.J.O.S.
Jennifer Kaplan

Esta publicação multimídia funciona como uma introdução e coleção de materiais sobre H.I.J.O.S., uma organização iniciada em 1995 pelos filhos das pessoas desaparecidas durante o regime ditatorial militar na Argentina. “H.I.J.O.S.” (2002) explora suas estratégias, filosofias e práticas de resistência contextualizando e pondo em diálogo com formas de performance política durante a ditadura.

Indigenous encuentros
Pilar Rau

No quinto Encuentro do Instituto Hemisférico, intitulado “Performance e ‘raízes’: práticas indígenas contemporâneas e mobilizações comunitárias”, membros das comunidades indígenas do Brasil kaiapó e os maxacalí encenaram performances que geraram fascínio, confusão e debate. “Indigenous encuentros” (2005) apresenta a documentação audiovisual e uma análise deste evento.

Franklin Furnace: performance e política
Curado e editado por Martha Wilson e Oraison H. Larman

Esta coleção (2018) de materiais de arquivo da Videoteca Digital do Instituto Hemisférico representa o legado histórico, cultural e político da Franklin Furnace, uma instituição de renome internacional que comissiona, apresenta e preserva a “arte baseada no tempo”: a performance. ISBN: 978-1-7348245-6-8

Arquitetura e performance. Plaza Italia em Santiago do Chile
Rodrigo Tisi

A Plaza Baquedano, também conhecida como Plaza Italia, é o coração de Santiago do Chile ao servir como ponto de encontro geográfico e histórico no ambiente urbano da cidade. “Arquitetura e performance” (2002) apresenta entrevistas, análises arquitetônicas e informações históricas sobre a Plaza Italia que, em conjunto, dão uma visão geral dos diversos papeis que este espaço tem em Santiago e todo o Chile.

Museu virtual de arte asiático-americana (MVAA)

Ao invés de um museu de “cimento e tijolo”, o MVAA (2015 ao presente) apresenta uma curadoria de materiais de arquivos americanos e internacionais para visualizar, analisar e contextualizar a história da arte asiático-americana. O MVAA possibilita também a discussão de tópicos chave que surgem do discurso da história da arte digital, arte americana, os padrões nacionais e internacionais para o compartilhamento de coleções entre museus e instituições, e o acesso digital. Ao mesmo tempo, o MVAA promove o diálogo transnacional da arte asiático-americana.

As problemáticas do trânsito
Alicia Grullón

“As problemáticas do trânsito” (2020) é uma série fotográfica das intervenções performativas de Alicia Grullón em locais históricos coloniais nos Estados Unidos. Os auto-retratos de Grullón, feitos durante a encenação anual da Batalha do Brooklyn, na Old Stone House e no terreno da Casa de James Madison, posicionam a artista como testemunha de rebeliões “futuras” que voltam ao “passado”, num esforço para alterá-las.

Diabos festivos das Américas
Milla Riggio, Angela Marino e Paolo Vignolo

“Diabos festivos das Américas” (2011) pesquisa as distintas festas, práticas religiosas e carnavais das Américas onde existem “danças do diabo”. A aparição destas danças nos ajuda a desemaranhar e explorar uma das mais carregadas figuras da história: o diabo, um personagem que simboliza o “mal” e o jogo, mas também a honra, a fé e a ação coletiva, concentrando e difundindo o binário do bem e o mal.

Terrores sagrados: as mulheres latino-americanas fazem performance
Edição revisada de Leticia Robles (no prelo)

“Terrores sagrados” (no prelo) foi concebido para ampliar e atualizar continuamente o livro Terrores sagrados: as mulheres latino-americanas fazem performance (Duke University Press, 2003) oferecendo o texto original completo, bem como um arquivo de materiais visuais em constante expansão (incluindo vídeos, slides e fotos), textos de performances, entrevistas, ensaios acadêmicos, bibliografias, links com informações sobre os artistas, entre outros.

Arte ≠ Vida: uma cronologia de ações de artistas das Américas, 1950-2000
Deborah Cullen e Frances Pollitt

Esta publicação (2011) oferece uma apresentação cronológica de ações de artistas nas Américas, com seus correspondentes eventos históricos, ocorridos entre 1957 e 2000. Este panorama apareceu pela primeira vez em 2008, como parte do catálogo da exposição “Arte ≠ Vida: ações por artistas das Américas”, 1960-2000 em El Museo del Barrio, em Nova York. O Instituto Hemisférico digitalizou esse material inicialmente em 2011 para acompanhar a edição 8.1 da revista emisférica, “Performance ≠ Vida”.

Múltiplas viagens: vida e obra de Gómez-Peña
Rafael Abolafia, Frances Pollitt, Emma Trampish e Ana Vélez

Nesta publicação (2009) o escritor, artista e ativista pós-mexicano Guillermo Gómez-Peña narra suas práticas performativas a partir de textos e arquivos fotográficos. Rastreando sua história e relacionamentos pessoais, bem como os seus 30 anos de engajamento teatral, literário, político e artístico, Gómez-Peña contextualiza a sua obra e demonstra a relação desta com a sua própria vida e com os principais eventos políticos e sociais da época.

A morte do inca Atahualpa
Luis Millones e Ulla Berg

“A morte do inca Atahualpa” (2004) é uma coleção de diversas representações – escritas, desenhadas ou encenadas – criadas por comunidades dos Andes do Peru. Compilado por uma equipe de pesquisadores, os materiais aqui reunidos apresentam a pesquisadores e estudantes uma cena colonial fundacional: a captura e morte do inca Atahualpa.

Performance política
Estudantes do curso “Performance política” (2004) da Universidade de Nova York

“Performance Política” (2004) foi criado por membros de um curso dedicado ao estudo do uso da performance por figuras estatais, grupos de oposição e praticantes da arte para solidificar ou desafiar estruturas de poder. Organizado em torno de oito temas chave, este curso reúne imagens, vídeos, definições e análises originais para examinar momentos históricos específicos e paradigmas do poder e abrir uma discussão mais ampla sobre as interseções entre a performance, poder e resistência.

Performance e censura no México colonial
Martha Toriz

Com base em textos e práticas do México colonial, esta publicação em espanhol (2005) discute a ampla diversidade de comportamentos expressivos da sociedade colonial mexicana, desde as artes performáticas até as festividades cívicas e cortesãs. Pela sua natureza pública e suas mensagens codificadas, estas práticas, como demonstra Toriz, incorporam uma pluralidade de importantes comentários implícitos sobre o poder e a vida política.

Património imaterial: o dia dos mortos
Participantes da conferência CRIM em 2003

“Patrimônio imaterial” (2003) é o produto de uma conferência de uma semana sobre patrimônio imaterial que ocorreu em Cuernavaca, México, em 2003. Nela, os participantes estudaram as celebrações do Dia dos Mortos. Ao analisar essas celebrações como “performances”, o grupo e o trabalho por eles criado apresentam uma visão sobre os modos como a memória cultural é transmitida através de práticas sociais, costumes, ações e rituais.

RARA Vodou, poder e performance
Elizabeth McAlister

Em “RARA Vodou, poder e performance” (2002), Elizabeth McAllister baseia-se em anos de estudos e interesse pela cultura haitiana para apresentar uma visão sobre os festivais, sociedades e música do Rara. As fotografias e vídeos aqui compilados, da época em que McAllister esteve no Haiti, servem como um suplemento à sua obra em Rara! Vodou, Power, and Performance in Haiti and Its Diaspora (UC Press, 2002).

Campanha mapuche pela autorrepresentação
Miriam Álvarez, Lorena Cañuqueo e Laura Kropff

A “Campanha mapuche pela autorrepresentação” foi criada em 2002 para redefinir a identidade mapuche e refletir a diversidade da comunidade em um contexto nacional e global. Esta publicação promove o projeto ao apresentar uma coleção de textos e desenhos voltados para a promoção e o autoconhecimento na comunidade mapuche e fomentando a suia autorrepresentação na internet.

Lar para veteranos
Emma Raynes

O Lar para veteranos é um abrigo temporário para veteranos sem teto, localizado no distrito do Bronx, em Nova York. O seu trabalho inclui oferecer abrigo, orientação e serviços sociais aos seus residentes, muitos dos quais lidam com deficiências físicas, desordens psicológicas ou adicções. Os textos compilados aqui (2003) incluem poesia e prosa escrita e representada pelos residentes e gravados nos encontros do grupo de poesia do Lar.

Praxis Indígena: etno-apropriação discursiva e tecnológica
Norma Belén Correa Aste e Luis Alberto López Espinoza

“Práxis indígena” (2005) apresenta cinco etnografias, recentemente desenvolvidas na Amazônia peruana, que problematizam o processo de constituição e reconstituição da identidade em contextos indígenas. Utilizando uma metodologia performativa, os principais estudos de caso se baseiam em entrevistas, ensaios analíticos, mapeamentos e textos históricos para explorar a apropriação discursiva das comunidades ashaninca e shipibo em sua relação com a educação bilíngue e o uso da internet.

Fragmentos da história e da sociedade peruana
Gisela Cánepa K. e Valeria Biffi

“Fragmentos da história e da sociedade peruana” apresenta um breve tour pela história peruana a partir de uma seleção de momentos, figuras e práticas fundamentais. O tour, porém, não segue uma rota linear. Ele apresenta uma série de fragmentos históricos com os quais o visitante pode conectar-se criativamente. Cada um dos eixos organizadores – personagens, lugares e representações – contém casos específicos selecionados para apresentar uma visão dos processos históricos mais amplos que influenciam a vida e a cultura peruanas.

Repassos: arte e vida no Chile de Pinochet
Antonia Thompson

“Repassos” (2004) examina a implícita relação entre a arte e a política (e entre a arte e a vida) no Chile de Augusto Pinochet. Através de entrevistas com artistas, atores, escritores e diretores de museus e galerias de arte, “Repassos” conta a história dos coletivos Escena de Avanzada e Colectivo Acciones de Arte, dois grupos de artistas e intelectuais que permaneceram no Chile durante os anos do regime militar e que “ousaram apostar numa nova criatividade”.

Os rumos da rumba: mapa mundial
Berta Jottar

“Os rumos da rumba” (2003) aborda a rumba como espaço transitório e cartografia da diáspora. A estrutura do site está baseada nas diversas rotas, direções e emergências globais da rumba e nas formas que ela assume em cada um desses locais. Ao compilar rumbas e considerá-las geograficamente, “Os rumos da rumba” explora a sua constante construção e desconstrução, seu lugar, nação e narração.

Sarhua: terra de montanhas e cores
Luis Millones e Ulla Berg

“Sarhua: terra de montanhas e cores” (2006) abriga fotografias e textos em espanhol sobre a comunidade indígena homônima dos Andes peruanos. Esta publicação apresenta os afrescos nas vigas das casas indígenas que, por tradição, os pintores locais pintam como presente quando um casal constrói sua casa. Esta publicação conta a história dessas pinturas e da sua breve popularidade comercial internacional nos anos 70, destacando finalmente a importância desta antiga forma artística em Sarhua.

Performance indígena no American Indian Community House da cidade de Nova York
Leota Lone Dog, et. al

Fundada em 1969, a American Indian Community House (AICH), da Secretaria de Artes Performáticas da Cidade de Nova York, desempenha a importante função de promover e apoiar os artistas performativos nativo-americanos e oferecer um espaço para exibir as suas peças de performance. Esta publicação (2004) serve como uma introdução ao trabalho da AICH e à diversa coleção de materiais de performance reunidas pela Secretaria de Artes Performativas.

Serviço de Televisão Tepeyac
Irene García e Adriana Ayala

O Serviço de Televisão Tepeyac (STT) é um projeto de televisão pública conduzido por um grupo de migrantes mexicanos na cidade de Nova York. Seu principal objetivo é fornecer o acesso a câmeras de vídeo aos trabalhadores migrantes, cujas vozes são sistematicamente silenciadas, permitindo-lhes documentar suas vidas e comunidades. Esta publicação apresenta e divulga o trabalho do grupo de defesa dos migrantes na área tri-estatal (Nova York, Nova Jersey e Connecticut), incentivando a expressão criativa e o diálogo transnacional.

Até encontrar-te: os desaparecidos de Ayotzinapa
Fotografias de Emily Pederson. Texto de Octavio Guerra. Prólogo de Diana Taylor

Em 26 de setembro de 2014, um grupo de estudantes da Escola Normal de Ayotzinapa, que viajava em ônibus por Iguala, Guerrero, foi vítima de um ataque policial armado. Neste, 43 estudantes foram sequestrados e nunca mais foram vistos. “Até encontrar-te: os desaparecidos de Ayotzinapa” (2017) documenta a luta por encontrar aos 43 desaparecidos e amplifica a demanda pela verdade e justiça que, desde sua desaparição, reverberou no México e pelo mundo.